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Ali Daei, maior artilheiro da seleção iraniana, apoia exclusão do país da Copa

  • coberturasespeciai
  • 5 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

Grupo de atletas enviou carta à Fifa defendendo exclusão do Irã do torneio por desrespeito e opressão aos direitos das mulheres


Por: Ricardo Ferro


Foto: Reprodução/Internet


O ex-futebolista e ídolo do esporte iraniano, Ali Daei declarou que apoia o manifesto que pede a exclusão da seleção iraniana da Copa do Mundo de 2022. Recentemente, um grupo de atletas do país enviou uma carta à Fifa com um pedido de exclusão do Irã do mundial que será realizado no Catar este ano. O documento alega que a Federação Iraniana de Futebol fortalece a opressão e a exclusão das mulheres no ecossistema esportivo.


O ex-atacante é o maior ídolo da história do futebol iraniano e tem grande representatividade para o esporte local. Daei detém o recorde de artilheiro máximo da seleção (109 gols), disputou duas edições da Copa do Mundo (1998 e 2006), defendeu as cores do clube Bayern de Munique e ganhou uma vez o prêmio de melhor jogador da Ásia. Por conta do seu apoio à carta, o ex-atleta teve seu passaporte confiscado ao voltar de uma viagem da Turquia e não pode mais sair do país.


Nas redes sociais, Ali Daei publicou uma mensagem de apoio ao movimento e condenou as atitudes antidemocráticas do governo iraniano:


“Minha pátria Irã significa: minha honra, meus pais, minhas filhas e meus compatriotas são meus irmãos e irmãs. Com certeza ficarei com eles para sempre. Em vez de repressão, violência e prisão, estigmatizando o povo iraniano como hipócritas e desordeiros, resolvam seus problemas. Aqueles que respiram a revolução e os ideais dos mártires, sabem que esses ideais não eram e não são pobreza, corrupção, prostituição, peculato, etc. Vamos nos reerguer”, diz a postagem do ex-atleta.


A defesa do movimento também alega que a federação local está seguindo e impondo diretrizes governamentais, o que contrasta com a premissa de ser uma organização independente e livre de qualquer influência.


“A brutalidade e a beligerância do Irã em relação a seu próprio povo chegou a um ponto de inflexão, exigindo uma desassociação inequívoca e firme do mundo do futebol e do esporte. A abstinência histórica da Fifa em relação aos conflitos políticos tem sido muitas vezes tolerada apenas quando essas situações não se encontram na esfera do futebol”, diz um trecho da carta.


A menos que a Fifa acate a solicitação feita, essa será a sexta participação do Irã. A equipe, que nunca conseguiu passar da primeira fase, estreia contra a Inglaterra, no dia 21 de novembro. Gales e Estados Unidos serão seus outros adversários no Grupo B. O mundial do Catar começa no dia 20 de novembro de 2022 e pela primeira vez, será realizado no Oriente Médio.


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