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Qatar 2022: a Copa do Mundo mais cara da história

  • coberturasespeciai
  • 7 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de out. de 2022

Catar prevê US$ 220 bilhões para realizar a Copa em novembro, o maior valor de toda a história


Por: Mateus Rizzo, Ricardo Ferro e Henrique Fontes

Foto: Dezeen


Em 2010, a FIFA anunciou que a Copa do Mundo de 2022 seria sediada no Catar, país peninsular árabe que se tornaria o primeiro do Oriente Médio a sediar o maior espetáculo do futebol do mundo. Na época, o Catar classificou a sua oferta à FIFA como uma “aposta ousada” para trazer o futebol mundial para a nação do Golfo, sustentando a proposta com a promessa de um investimento de cerca de US$ 200 bilhões para o evento.


A Copa do Mundo do Catar, que começa no dia 20 de novembro deste ano, deve movimentar um volume recorde de US $220 bilhões em investimentos, ocupando o cargo de torneio de futebol mais caro de toda a história. O número representa um valor 19 vezes maior que os US $11,6 bilhões investidos no Brasil em 2014.


O primeiro evento da Fifa no Oriente Médio pretende transformar radicalmente a imagem do país. O valor investido na competição supera o Produto Interno Bruto (PIB) do Catar, de US $146 bilhões em 2020. Além de novos estádios, foi construído um sistema de transporte público, estradas, hotéis, e os aeroportos foram expandidos.


Foto: @vocesabiafutebol


No Oriente Médio, alguns países têm utilizado o futebol como forma de desviar a atenção de suas ditaduras. O sportswashing, que é o ato de utilizar o esporte como forma de limpar e melhorar o prestígio do país no mundo, não é uma prática que está restrita ao Catar.


Na Turquia, a imagem de Recep Tayyip Erdogan, ditador do país, não é das melhores. Porém, uma de suas estatais, a Turkish Airlines, está estampada na camisa de grandes torneios e clubes europeus, como a Eurocopa, o Borussia Dortmund, Manchester United e Barcelona.


Além disso, times como o Paris Saint-Germain, da França, e Arsenal, da Inglaterra, já ostentaram em suas mangas o patrocínio premium: “Visit Rwanda”, para desviar os olhares da ditadura sanguinária de Paul Kagame, que teve em seu ápice o genocídio de Ruanda em 1994, na guerra civil entre os Hutu e Tutsi. O próprio PSG é presidido por um bilionário catari, Nasser Al-Khelaïfi.


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