Áudio baixo e falhas técnicas marcam edição do Rock in Rio 2022
- coberturasespeciai
- 13 de set. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de set. de 2022
Por: Carolina Maia e Jullia Santarém

Show da Iza no Rock in Rio (Foto: Carolina Maia)
Os palcos do Rock In Rio apresentaram falhas de som e causaram repercussão negativa durante todo o festival. Os shows, que começaram na segunda-feira passada (2) e terminaram no último domingo (11), tiveram baixo volume, áudio abafado e até ruídos. O áudio de baixa qualidade desagradou o público presente e prejudicou as exibições de artistas.
As queixas começaram no primeiro dia de evento, no show do Iron Maiden. No momento da apresentação, os fãs chegaram a gritar para que a produção aumentasse o som, mas nada aconteceu. No dia seguinte, foi a vez de Luísa Sonza, que estreou no palco Sunset em meio a sons rachados e áudio baixo.
No palco Mundo não foi diferente. O show da artista Iza teve sua entrada marcada por falha técnica de som, em que o áudio da cantora, além de cortado, estava fora de sincronia com o instrumental. A mesma falha também aconteceu de forma ainda mais grave na apresentação da cantora canadense Avril Lavigne, no palco Sunset, na sexta-feira (9). Um coro de “aumenta o som” foi mais audível do que a própria música. O baixo volume impediu que os fãs compreendessem o discurso de agradecimento feito pela artista, que gerou grande frustração e repercussão nas redes.

Foto: Reprodução/Twitter

Foto: Reprodução/Twitter

Foto: Reprodução/Twitter
O festival informou ao público que o áudio é passado para a equipe técnica de cada artista, e se isentou de qualquer culpa, conforme informou o jornalista José Norberto Flesch. O técnico de som Luiz Alberto, que trabalha na área há mais de 30 anos, e sócio-fundador da empresa LM Áudio, que faz serviços de iluminação e sonorização em shows e eventos. Ele afirma que é pouco provável que a chuva tenha tido alguma influência na baixa qualidade do som, e que a empresa responsável pelo som do evento, fez todos os Rock in Rios até hoje - com exceção dos dois primeiros (1985 e 1991) – e é a maior empresa do ramo no Brasil.
“O que pode ter acontecido é que os shows internacionais, por natureza, por leis que existem na Europa e Estados Unidos são mais baixos dos que os do Brasil. Acredito que isso possa ser levado em consideração”, comenta o empresário.
Devido à grande quantidade de pessoas presentes, muitos precisaram assistir aos shows a uma distância maior dos palcos. No entanto, isso não era considerado um problema até esse ano – devido aos problemas de som – já que o Rock In Rio é conhecido por seu grande público e espaço. As falhas técnicas marcaram a edição de 2022, prejudicando diretamente as performances dos artistas.



Comentários