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A diferença geracional entre o público do Rock in Rio e seus impactos

  • coberturasespeciai
  • 10 de set. de 2022
  • 3 min de leitura

Iniciado há 37 anos atrás, o festival tem sido um ponto de interseção entre diferentes gerações

Créditos: Rock in Rio/ Divulgação


O Rock in Rio é o maior festival de música do Brasil, e está em sua nona edição neste ano. Com início em 1985, o evento é um marco para muitos brasileiros, e foi responsável por momentos que definiram gerações. A diversificação dos artistas, gêneros musicais e atividades faz com que os shows sejam interessantes para todos, não importa a idade; incentiva famílias a compartilharem a experiência.


Isabel Condeixa, de 58 anos, foi duas vezes ao festival, uma vez em 1985 e outra em 1991, e foram suficientes para que quisesse que a sua filha tivesse a mesma experiência. Raphaella, sua filha, tem 22 anos,e foi a duas edições, uma em 2017 e outra novamente em 2019, e afirma que sua mãe teve grande influência na decisão: “eu acredito que ela é a pessoa que mais me incentivou a ir [...]. Teve um ano que umas amigas falaram que iriam, eu liguei para minha mãe e perguntei se ela podia comprar o ingresso e ela falou claro, porque ela sempre falava da experiência, que é uma coisa que tem que fazer antes de morrer e como para ela foi importante os shows do Rock in Rio”.


O Rock in Rio de 1985 aconteceu entre os dias 11 e 20 de janeiro e recebeu cerca de 1,3 milhões de pessoas ao longo dos 10 dias de evento, que viram shows memoráveis de artistas como Queen, Ozzy Osbourne e Barão Vermelho. Porém, Isabel contou que a experiência de estar presente no primeiro Rock in Rio da história, há 37 anos atrás, não foi uma das melhores: ”Foi o ano da lama, eu saí de lá com lama até o joelho, eles não se atentaram para isso, que se chovesse ia virar uma lama.” As chuvas durante esse período do ano marcaram o festival, sendo retratada como um elemento importante no livro de Cid Castro chamado “Metendo o pé na lama: os bastidores do Rock in Rio de 1985”


O fator da chuva é um problema recorrente no evento. Na edição deste ano, segundo o site Climatempo, os fãs precisam se preparar para encarar o mau tempo em pelo menos três dias. Por outro lado, mesmo com vivências ruins, as experiências vividas no festival trazem compensações e trazem sentimentos de gratidão; para Isabel, o fato de ter tido a oportunidade de ver artistas que nunca imaginava ver, como Prince, já faz valer a pena os perrengues.


Nicole Soprani e Ana Luisa Moreno, outra dupla de mãe e filha, frequentaram três edições do festival juntas. Em 2013, a grande estrela foi a cantora norte-americana Beyoncé, que abriu o evento. Para Nicole, dividir essa experiência com sua mãe trouxe ainda mais impacto: “Foi no primeiro Rock in Rio que eu fui, no show da Beyoncé, que eu e minha mãe gostamos muito, e foi uma das maiores experiências da minha vida até hoje”.


Essa vontade das mães de dividir a experiência com suas filhas às vezes vem desde a barriga; Lorena Meyas já foi a quatro edições do festival, e, em 2019, estava grávida de seis meses da sua filha, hoje com dois anos. Lorena afirma que planeja levar sua primogênita ao festival, por acreditar que é um evento que todos deveriam ir pelo menos uma vez na vida.


Apesar das diferenças geracionais e gostos musicais diferentes e dificuldades como chuva e lama, as mães tiveram influência na participação das filhas no Rock in Rio para viver a experiência, incentivando e acompanhando os shows do festival.


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