Bolsonaro e Lula aproveitam o feriado para campanha eleitoral
- coberturasespeciai
- 14 de out. de 2022
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A pouco mais de duas semanas para o segundo turno, candidatos à Presidência seguem agenda de campanha por todo Brasil
Por: João Manoel Morais e Theo Carvalho

Na última quarta-feira (12), feriado de Nossa Senhora de Aparecida, os candidatos Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotaram diferentes estratégias. Enquanto Bolsonaro optou por comparecer à missa da Basílica Nacional de Aparecida convocando seus apoiadores, Lula esteve em comunidades cariocas e em uma passeata no Nordeste do Brasil.
A ida do atual presidente a um evento religioso em uma data religiosa repercutiu bastante. Mesmo sem a presença do político, pela manhã, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, falou sobre combate à mentira, à fome e ao desemprego, o que foi visto como crítica ao governo e provocou vaias por parte de apoiadores de Jair Bolsonaro. Vale destacar que não foi a primeira vez que o líder religioso criticou o presidente sem citá-lo nominalmente, visto que, ano passado, em missa, disse que a “pátria amada, não pode ser pátria armada”.
Jair Bolsonaro chegou na cidade acompanhado de Tarcísio de Freitas por volta das 14h, os dois candidatos se debruçaram no carro em que estavam para interagir com seus apoiadores. As pessoas que os cercavam, em sua maioria, vestiam verde e amarelo e adotaram tom agressivo com a imprensa, chegando até a hostilizar jornalistas da TV Vanguarda, da TV Aparecida, do SBT e do UOL, que faziam a cobertura do evento. A participação de Bolsonaro durante a missa foi tímida e sequer comungou com os demais fiéis.
Depois que Jair deixou a cerimônia, começou a consagração solene a Nossa Senhora de Aparecida, conduzida pelo padre Camilo Júnior. Diante das evidentes manifestações políticas que houveram durante aquele dia, o religioso frisou que a celebração era para o Dia da Padroeira e que não era o momento de pedir voto. Além do padre, alguns fiéis e funcionários da basílica desaprovaram o comportamento de alguns manifestantes bolsonaristas e do próprio presidente, dizendo que ele estava se aproveitando da ocasião para se promover.
Já Lula, do PT, optou por uma estratégia diferente de seu opositor e não compareceu a nada referente à religião católica. Durante a manhã, o petista fez uma caminhada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, acompanhado de políticos do estado, entre eles, o atual prefeito da capital, Eduardo Paes, do PSD. Vestido de branco, adotando a sugestão de Simone Tebet, que recentemente declarou apoio ao candidato, o ex-presidente discursou ao lado de lideranças da comunidade.
Pela tarde, a campanha seguiu para Salvador, capital da Bahia, onde o político tem bastante apoio e o partido bastante prestígio. O candidato ao governo baiano, Jerônimo Rodrigues, do PT, que disputa o cargo com ACM Neto, do União Brasil, acompanhou a passeata e reuniu apoiadores. Lula visitou o Teatro Vila Velha e concentrou o público no Farol da Barra, onde encerrou suas atividades do dia. Ele conversou com jornalistas e, assim como no Rio de Janeiro, discursou em um carro de som. Além de muitas críticas e ataques a Bolsonaro, o petista falou sobre o combate à fome e sobre o Dia das Crianças, que também é comemorado nesta data.
"Preciso dizer para vocês que hoje é Dia das Crianças. E eu fico imaginando quantas crianças nesse país levantaram de manhã sem ter um café para tomar. Quantas crianças não tiveram uma comida com as proteínas e as calorias necessárias para almoçar? Eu fico imaginando quantas crianças vão dormir no dia das crianças sem ter o alimento necessário para comer", declarou o ex-presidente.



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