Bolsonaro marca a minha primeira vez votando
- coberturasespeciai
- 3 de out. de 2022
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Por: Juliana Gomes

E-título na bolsa, cola na mão e camiseta branca (para não correr o risco de ser xingada) no corpo. Já estava pronta para votar. Bom, quase.
Ainda precisava ter 100% de certeza na minha escolha. O candidato x será bom? Não sei. E no candidato Y? Também não sei. O que importa não é o mistério com resultado depois de 4 anos, mas sim que possamos escolher a pessoa com quem mais nos identificamos e que existe a possibilidade do voto.
Depois da ditadura, a conquista do voto secreto e direto garantiu a retomada da democracia. Um candidato só ganha se conseguir a maioria dos votos, então, não é difícil uma pessoa conseguir definir o ganhador da eleição. Qualquer um pode ser essa pessoa, basta ir às urnas no dia da eleição.
Verde e amarelo foi com certeza a cor de destaque na minha zona, não à toa, já que é localizada onde o atual presidente tem residência. Por isso, poucos votantes foram com adesivos ou roupas caracterizadas de outros candidatos. Agora, não foi incomum ver eleitores com roupas de cores neutras. Um deles sussurrava para o celular, “você sabe que eu não posso ficar falando em quem vou votar, mas você sabe que não sou a favor do fanatismo”, logo em seguida disse, “está calmo aqui, pode vir de vermelho”.
Na fila, foi praticamente unânime que a sinalização em papéis das seções não foi a melhor escolha. Isso resultou em alguns eleitores se retirando da metade da fila, porque notaram que estavam no local errado.
Chegando perto da urna, abri o aplicativo do e-título, peguei a identidade e a colinha na bolsa e, com o som agudo e musical da urna já chegando aos meus ouvidos, respirei fundo. Agora, não tem volta. O voto é uma das ferramentas mais poderosas para opinar e decidir sobre o governo, até mesmo se ele for nulo ou branco.



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