Clima Pré-Eleições: exaustão e hostilidade estão presentes um dia antes do segundo turno
- coberturasespeciai
- 29 de out. de 2022
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Por: Pedro Mello

Homem escolhendo seus representantes na cabine de votação. Foto: Divulgação/Metrópoles
A um dia para o segundo turno das eleições, eleitores fazem um balanço sobre a campanha eleitoral e as expectativas para o futuro do país. Marcos Lopes, estudante de direito na UNIRIO, afirma que a ansiedade é um dos marcadores mais visíveis no dia a dia da população nessa reta final de eleições. “O clima que eu percebo do povo é o de muita ansiedade, porque está tudo muito dividido, está pau a pau até questão de porcentagens. Eu acho isso perceptível na rua onde você tem muitas manifestações pró Lula e pró Bolsonaro” disse o estudante.
Na última pesquisa do Datafolha, realizada nos dias 28 e 29 de outubro, Lula aparece com 52% dos votos válidos e Bolsonaro com 48%. A margem de erro foi de dois pontos para mais ou para menos. Marcus relatou que, apesar da sensação de exaustão por conta da grande polarização, ele tem a expectativa de que o Brasil melhore após as eleições:“ Minha expectativa para as eleições é que, independente de quem ganhe, o Brasil possa prosperar no sentido econômico, social e político, porque a gente tá em uma fase muito complicada”, finalizou o estudante.
Outro ponto marcante desta campanha eleitoral foi o clima de hostilidade entre os apoiadores, tanto do Bolsonaro, quanto do Lula. Maria dos Santos, costureira de 58 anos, afirma sentir o clima das eleições tenso e se diz apreensiva e preocupada, caso algumas pessoas não aceitem uma eventual derrota nas urnas.
No final da sessão de julgamentos (27), o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, convocou a população apta a votar para comparecerem às urnas com tranquilidade e segurança. Moraes ainda comentou sobre a importância de todos fazerem suas escolhas com total liberdade, e de que ninguém seja coagido a votar em determinado candidato. “Todos devem denunciar eventuais assédios, pois isso é crime e o momento do voto é inviolável”, declarou o ministro.



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