top of page

Panfletos, vira-voto e ataques verbais marcam a manhã antes do segundo turno

  • coberturasespeciai
  • 29 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de nov. de 2022

Frequentadores da feira do Largo do Machado são vítimas de ofensas em dia de pré-eleição


Por: Gianluca Barbazza, Juliana Gomes, Laura Tito e Vitor Miguel

Um dia antes das eleições, a manhã na feira do Largo do Machado (RJ) é marcada por panfletagem e grande circulação de pessoas. Apesar de um clima aparentemente calmo, houve relatos de ataques verbais contra eleitores que demonstravam o próprio voto, seja por adesivos ou pelas cores das roupas que vestiam.


A arquiteta e urbanista Sandra Kokudai, de 48 anos, estava na barraca do Comitê Popular de Luta distribuindo panfletos do Partido do Trabalhador (PT). Ela explicou que o grupo precisou mudar a distribuição de lugar por causa de um vendedor ambulante que havia sido agressivo com eles. Edson, um ciclista de 79 anos, também afirmou ter sofrido ofensas nas ruas por defender o candidato Jair Bolsonaro: "Mas é isso aí, isso é o PT", ele comenta.


Sandra afirmou que vê muitos apoiadores do candidato Lula, na região, mas que também há alguns eleitores indecisos ou bolsonaristas: "Acabei de convencer um senhorzinho de idade a votar no Lula", comentou a arquiteta. Edson, por sua vez, não se mostrou otimista para o resultado das eleições: "A possibilidade do Bolsonaro ganhar é muito difícil", afirmou.


Há quase 15 anos, José Orlando Pereira vende roupas e acessórios que possuem a estampa do Brasil. Ele relata não estar conseguindo manter o nível de vendas durante a época das eleições. José explica que a associação do presidente Bolsonaro com a bandeira brasileira fez alguns consumidores de longa data optarem por comprar os produtos apenas depois das votações. "Os meus próprios clientes falam que vão comprar só na Copa", declara o vendedor.


Durante as últimas semanas, o padre Cleyton, da Paróquia Matriz de Nossa Senhora da Glória, percebeu uma tensão entre os fiéis. "Sobretudo porque eu atendo pessoas, de maneira muito particular quanto de fato pública, então, sinto de fato essa tensão.", explica o religioso. Apesar disso, ele afirma que nunca presenciou nenhum embate entre os visitantes. O padre também acrescenta que as pessoas vão à missa antes ou depois de terem votado e acabam usando a fé para se acalmarem.



Comentários


bottom of page