top of page

Início do horário eleitoral: confira as propostas e promessas dos candidatos

  • Coberturas Especiais
  • 29 de ago. de 2022
  • 4 min de leitura

Lula tem o maior tempo entre os candidatos à presidência e Cláudio Castro lidera em minutos no estado do Rio.


Por: Renan Schimid, Vitor Renato e Eduardo Gama.



Crédito: TSE


Na última sexta-feira (26), começou a ser exibido, na TV e no rádio, o horário eleitoral gratuito Ao todo, são 10 candidatos com direito a tempo de propaganda, sendo seis deles para presidência e quatro para governador. O tempo reservado para a promoção de campanhas segue um critério pré-definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que a representatividade e a abrangência de cada partido na Câmara dos Deputados são fatores essenciais para a divisão de tempo.


A duração da cada propaganda para o primeiro turno das eleições de 2022 foi aprovada em reunião da sessão administrativa do plenário do TSE, na última terça-feira (23). Segundo o presidente do Tribunal e ministro, Alexandre de Moraes, somente têm o direito ao horário eleitoral os partidos que tiveram, no mínimo , 3% dos votos válidos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, 2% de votos válidos em cada um, ou tiverem elegido pelo menos 15 deputados federais em um terço deles.


Candidatos à presidência


Marcelo Camargo/Agência Brasil


Na disputa pela presidência do país, Lula (PT) e Jair Bolsonaro(PL) foram os candidatos com mais tempo de programa eleitoral. Em sua propaganda, o ex-presidente criticou a situação atual do Brasil, citando os baixos salários, a fome enfrentada pela população e os preços elevados nos mercados. Além disso, questionou a gestão do governo atual, dizendo não entender “como uma nação rica retrocedeu tanto e como um governante pode não se importar com o seu povo”. Lula encerrou com um discurso otimista e garantiu uma melhora na vida das pessoas caso ele seja eleito: "Já fizemos uma vez, e vamos fazer melhor”.


Diferentemente do representante do PT, o atual presidente não abordou a questão da fome e lamentou as mortes e o baque econômico causados pela pandemia da Covid-19. Jair Bolsonaro ainda relatou que criou o Auxílio Brasil para a manutenção econômica do povo brasileiro, além de garantir que o valor de 600 reais será mantido caso seja reeleito. O candidato também defendeu que, em 2022, as coisas estão voltando à normalidade após os fortes impactos da pandemia, que começou em 2020. Segundo ele, o preço dos combustíveis foi "lá pra baixo” e os empregos voltaram a crescer de maneira robusta: “Quanto mais liberdade tivermos, mais empregos serão criados”, acrescentou.


A participação feminina no horário eleitoral ficou por conta de Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil). As duas tiveram tempos parecidos reservados para a campanha. A senadora do MDB começou descrevendo sua trajetória política, relembrando que foi a primeira prefeita da cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, além de ser a primeira vice-governadora de seu estado e a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Simone ainda relatou sobre a CPI da covid, em que, segundo ela, foi contrária à corrupção e a favor da vacina. A candidata também prometeu mudanças na saúde, educação e geração de empregos, além de comida mais barata e mais oportunidades de trabalho.


Já Soraya Thronicke começou dando ênfase negativa ao atual governo. Segundo ela, “não dá mais pra conviver entre o medo, o ódio, as desigualdades e injustiças presentes no país”. A candidata falou sobre a falta de coisas básicas para o povo, e que não admite chamar a fome de “insegurança alimentar” Thronicke promete também acabar de vez com a pobreza, tendo o povo sempre como prioridade em suas tomadas de decisão.


Os dois candidatos com menos tempo para campanha foram Ciro Gomes (PDT) e Felipe D’Ávila (Novo). Ciro falou sobre o preço alto dos alimentos e afirmou que, no Brasil, ricos e políticos corruptos são beneficiados. Segundo o representante do Partido Democrático Trabalhista, seu tempo para propaganda de campanha foi menor que os demais por ele ter como objetivo mudar esse sistema e acrescentou que seu projeto é capaz de conquistar o coração dos brasileiros.


D’Ávila, por sua vez, abriu a propaganda dizendo que o povo ouvirá promessas de quem transformou o Brasil nesse caos, se remetendo ao atual presidente. O candidato também pediu pelo fim do país dividido e para que a população deixe de votar no menos pior.



Candidatos ao governo do Rio de Janeiro


Créditos: O GLOBO


Entre os postulantes ao Palácio Guanabara, Cláudio Castro (PL) e Marcelo Freixo (PSB) foram os candidatos com mais tempo cedido. O atual governador,com quase cinco minutos de propaganda, teve como principal objetivo citar projetos de auxílio como o Supera RJ e o Programa Mãe, exaltar a criação de cerca de 142 mil empresas e 258 mil empregos de carteira assinada no estado do Rio, durante o seu governo. Castro ainda salientou que sua nova gestão, caso seja reeleito, terá a “alegria, honestidade, trabalho, fé e a felicidade em servir o outro”. O candidato também relata que baixou os impostos em produtos básicos , como arroz, feijão, gás, entre outros, e citou que 38 milhões de doses de vacina da covid foram aplicadas no estado, sendo um dos líderes de vacinação no Brasil.


O deputado federal Marcelo Freixo (PSB), com três minutos de programa, começou mostrando sua família e citando a cidade de São Fidélis, lugar de origem de sua família, no interior do estado, como exemplo para falar que essa região foi esquecida pelas últimas gestões do Rio de Janeiro. Freixo também cita a crise política e expõe que cinco ex-governadores foram presos por crimes políticos. Além disso, mostrou o bairro Fonseca, em Niterói, onde viveu grande parte de sua vida. No final do programa, é apresentado um comício em que Freixo aparece junto ao ex-presidente Lula, no qual o candidato à presidência declara o seu apoio a Freixo.


Os outros dois candidatos com menos tempo no horário eleitoral, Rodrigo Neves (PDT) e Paulo Ganime (Novo), apostaram em estratégias diferentes. Neves, ex-prefeito de Niterói, focou em mostrar sua gestão na cidade enquanto era chefe do executivo, em que afirma que fez a cidade fluminense ter a maior qualidade de vida do estado e a sexta do Brasil. O candidato também apontou as últimas gestões do Rio de Janeiro como um "desgoverno" e disse que fará diferente.


Ganime, com apenas vinte segundos de programa, cita que a população e as empresas não aguentam mais a violência e os impostos vindos do estado. O candidato também falou que vai aumentar o número de policiais nas ruas, combater a corrupção, diminuir o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e aumentar o prazo do ICMS.


Comentários


bottom of page