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Jair Bolsonaro afirma ter ido a encontro maçônico em live

  • coberturasespeciai
  • 6 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Vídeos antigos do atual Presidente da República e candidato à reeleição são compartilhados nas redes sociais e incomodam seus eleitores


Por: Theo Carvalho e João Manoel Morais



Na última terça-feira (4), foram compartilhados dois vídeos de Jair Bolsonaro, em uma loja de maçons, dando um discurso para os participantes da comunidade. Apesar das gravações serem de 2017, quando o então deputado federal ainda não era presidente, muitos eleitores, seduzidos pela fé cristã defendida por Bolsonaro, protestaram nas redes sociais. No dia seguinte, o ex-capitão se pronunciou sobre o episódio e confirmou a ida ao local, mas afirmou achar que foi aquela foi a única vez.


"Tá aí na mídia agora o pessoal me criticando porque eu fui numa loja maçom em 2017. Fui, sim. Fui numa loja maçom, acho que foi a única vez que eu fui numa loja maçom", afirmou durante uma transmissão ao vivo.


Diante da repercussão negativa entre os eleitores, Bolsonaro pediu confiança para com sua fé. "Peço que pense em mim também. O que eu passo para defender nossa pátria [...] Eu respeito todos os brasileiros, todos os seres humanos. Sou cristão. Entendo que sou o presidente com a ambição de Deus, assim como fui salvo, entendo, pelas mãos dele" afirmou.


O pastor e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e um dos principais apoiadores do presidente, Silas Malafaia, também se posicionou sobre o tema. Anos atrás, um vídeo em que Malafaia condenava a maçonaria e dizia ser incondizente com o cristianismo também viralizou nas redes sociais. No entanto, a poucas semanas do segundo turno das eleições, Silas minimizou a situação dizendo não mudar nada em relação à fé do presidente. Em entrevista ao Estadão, ele ainda teria dito que perguntou a Jair se ele seria um maçom e ao receber um "não" como resposta, não viu problema em sua ida à reunião.


“O evangélico não deixa de votar porque um cara que não é evangélico é maçom. Agora, se a gente descobrir que um candidato que se diz evangélico é maçom, ele está ferrado.” disse o pastor.


Nas redes sociais, alguns apoiadores do governo se mostraram insatisfeitos com a postura do atual Presidente da República. "Estou me sentindo traída. Defendi Bolsonaro do indefensável. Estive sempre ao lado do presidente. E agora descubro laços dele com a maçonaria. Lamentável." disse uma usuária no Twitter. Comentários como este foram recorrentes na plataforma.


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