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Os principais desafios de Lula para governar o Brasil em 2023

  • coberturasespeciai
  • 31 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Petista encontra o país em cenário muito diferente do deixado após seu segundo mandato (2010)


Por: David Silva e Guilherme Moutinho


Crédito: Bruno Santos/Folhapress


Na noite de ontem (30), Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito Presidente da República com 50,9% dos votos. Esta é a terceira vez que o petista assume o cargo, depois de ter sido escolhido para governar o país em 2002 e em 2006. O cenário atual, entretanto, é muito diferente de 2010, quando Lula deixou o Palácio do Planalto.


Ao final do segundo mandato do petista, o desemprego no Brasil era o menor visto em oito anos. Segundo o IBGE, naquele ano, 6,7% da população brasileira era economicamente ativa. Hoje, o número chega a 8,7%, mas, no primeiro trimestre de 2021, atingiu a marca de 14,9%. Além do desemprego, a fome é um antigo problema que voltou a assombrar o Brasil.


De acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, da rede Penssan, cerca de 125,2 milhões de brasileiros vivem algum grau de insegurança alimentar. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência, em 2018, este índice subiu 60% em relação à pesquisa anterior.


Durante o discurso de vitória, Lula fez questão de afirmar que a principal missão do seu governo será acabar com a fome, que hoje atinge ao menos 33,1 milhões de brasileiros:“Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário”, afirmou o petista .


O mandato de Lula se inicia no dia primeiro de janeiro de 2023, mas a economia mundial já reagiu ao resultado. Nesta segunda-feira (31), no primeiro dia após o resultado oficial do segundo turno, o dólar fechou em queda. Após abrir a R$ 5,40, numa reação inicial negativa dos mercados, a moeda norte-americana caiu quase 2,66%, e atingiu a cotação de R$ 5,16, maior depreciação percentual diária, desde o último dia 3, e cotação mais baixa para encerramento, desde o dia 21 de outubro.

Investidores tiveram receios que o atual presidente atacasse o resultado da eleição, após diversos discursos sobre a confiabilidade das urnas e a sua estreita relação com as forças armadas e policiais. Até o momento, Bolsonaro não apareceu publicamente, mas vários de seus apoiadores reconheceram a legitimidade da vitória de Lula, fato que acalmou os investidores de diversos setores da economia .


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