Pessoas que não precisam mas optaram por votar na eleição de 2022
- coberturasespeciai
- 2 de out. de 2022
- 2 min de leitura
Por: Guilherme Dias e Daniel Carvalho

Foto: EBC/TRE-RR
Neste domingo (02), acontece o 1º turno de votação para os cargos de Presidente, Governador, Senador, Deputado Estadual e Deputado Federal. As eleições fazem parte do principal momento da democracia, no qual os cidadãos elegíveis para o voto, escolhem os seus representantes para os próximos 4 anos. Porém, nem todos os brasileiros têm a obrigatoriedade de participarem na votação.
Segundo o Art.3º do Código Eleitoral, “O voto no plebiscito é obrigatório para maiores de dezoito anos e facultativo para analfabetos, maiores de setenta e maiores de dezesseis, menores de dezoito anos”. A legislação abre uma possibilidade para determinada faixa etária optar por votar ou não, o que pode impactar diretamente no resultado das eleições.
Em dados levantados pelo Tribunal Superior Eleitoral, houve um aumento maior que 40% no número de eleitores entre 16 e 18 anos, comparado com o plebiscito de 2018. De acordo com o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, a juventude brasileira foi convocada a participar das eleições neste ano, o que ficou evidente nos números.
Segundo Fachin, "entre janeiro e abril deste ano o país ganhou 2.042.817 novos eleitores entre 16 e 18 anos, que no dia 2 de outubro comparecerão às urnas para exercer o nobre e digno direito do voto”. Gustavo Freitas, de 17 anos, é um exemplo disso e optou por participar do plebiscito na expectativa de contribuir diretamente para um país melhor e que esteja de acordo com o que ele acredita.
Durante a ditadura militar no Brasil, a manifestação mais legítima da cidadania na democracia foi impossibilitada de ocorrer. O voto direto para Presidente da República e representantes de outros cargos majoritários, como governador, prefeito e senador, foram proibidos e o país retrocedeu democraticamente. Após cerca de 20 anos, com a pressão do movimento das “Diretas Já”, o direito do voto direto foi recuperado em um dos momentos mais celebrados pela população na política brasileira.
Ivan Cabral, um cidadão de 80 anos, faz parte de outro grupo que não precisa obrigatoriamente votar, porém, faz questão de participar das eleições de 2022. O idoso relembra o período da ditadura e justifica sua opção como uma forma de celebração desse momento, “A eleição é uma vitória que conseguimos depois de muitos anos, conseguimos a liberdade de expressão e tivemos direito a votar novamente.” Para Ivan, mesmo com uma idade avançada é importante participar e ajudar na busca por uma melhora no país por conta de seus filhos e netos.
Apesar da grande diferença de idade entre jovens e idosos, a justificativa para a participação do momento mais importante na democracia é bem parecida. Ambos veem o ato da votação como primordial para uma melhora no país e querem ajudar nesse processo de evolução do Brasil por amor à pátria e um futuro melhor. Portanto, o grande objetivo desse segmento da população é a busca pelo bem coletivo e um país forte que atenda às necessidades do próprio povo.



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