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Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços de empresários que defendem golpe

  • Coberturas Especiais
  • 24 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

Em grupo de WhatsApp, empresários bolsonaristas apoiam intervenção, caso Lula vença as eleições.


Por: Thays Bastos e Jullia Santarém



Reprodução: Rio de Janeiro/ OGlobo


A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta terça-feira (23), um mandado de busca e apreensão contra oito empresários brasileiros. A procura foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens de um grupo de WhatsApp em que era conversado sobre um possível golpe, apoiado pelos integrantes do grupo, caso o candidato Lula ganhe as eleições para a presidência.


A revelação de que empresários bolsonaristas estariam defendendo uma ruptura institucional foi feita pelo jornalista Guilherme Amado, do jornal Metrópoles. Na reportagem, foram apresentados prints de conversas de um grupo do WhatsApp chamado Empresários & Política.O STF recebeu o pedido para que os integrantes fossem investigados no inquérito das milícias digitais, que apura a existência de um grupo que atua para minar o Estado Democrático de Direito.


A decisão foi tomada no dia 19, sexta-feira, e o mandato está sendo cumprido hoje nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará, segundo comunicado da PF. Entre os envolvidos estão: José Isaac Peres, CEO da Multiplan; Meyer Nigri, presidente do conselho de administração da Tecnisa; Luciano Hang, fundador da Havan; Afrânio Barreira Filho, dono do grupo Coco Bambu; Ivan Wrobel, proprietário da W3 Engenharia; José Koury, dono do Barra World Shopping; Marco Aurélio Raymundo, fundador da Mormaii; e Luiz André Tissot, fundador da loja de Móveis Sierra.


O primeiro a se manifestar sobre um possível golpe, segundo os prints expostos pela reportagem do Jornal Metrópoles, foi José Koury, que afirmou: "Prefiro golpe do que a volta do PT. Um milhão de vezes. E com certeza ninguém vai deixar de fazer negócios com o Brasil". Em continuação a conversa, Ivan Wrobel citou o Supremo como instituição interessada em fraudar o pleito. “Quero ver se o STF tem coragem de fraudar as eleições após um desfile militar na Av. Atlântica com as tropas aplaudidas pelo público”, escreveu o administrador. Já André Tissot defendeu que uma intervenção deveria ter ocorrido há mais tempo. “O golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo", afirmou.


Todos os oito empresários fizeram comentários de apoio à pauta em debate no grupo. Além das buscas, Alexandre Moraes também determinou a tomada de depoimentos, quebra de sigilo bancário e o bloqueio das contas bancárias e das redes sociais dos empresários. As assessorias e advogados dos integrantes do grupo já estão se manifestando em defesa da situação. Entre as justificativas apresentadas, assessores e advogados usaram expressões como “liberdade de expressão” para legitimar a troca de mensagens e denominaram o julgamento da ação como perseguição política. Os empresários Marco Aurélio Raymundo e Ivan Wrobel se colocaram à disposição das autoridades para esclarecimento. Luiz André Tissot preferiu não se pronunciar.


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