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“Se eu não roubo, não vou deixar ninguém roubar”, diz Ciro Gomes no JN sobre a corrupção no Brasil.

  • Coberturas Especiais
  • 24 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Por: Beatriz Mattos e Laura Tito.



Créditos: Reprodução jornal O Globo.


Na última terça-feira (23), o candidato à presidência, Ciro Gomes, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), compareceu ao Jornal Nacional, da TV Globo, para a entrevista eleitoral. Esta é a quarta vez que Ciro disputa a presidência, apesar de ter afirmado, em 2018, que aquele seria seu último ano concorrendo. Com uma postura predominantemente calma, o candidato expôs os principais projetos de seu plano de governo e respondeu perguntas ligadas às pautas de corrupção, governabilidade e meio-ambiente.


Dessa vez, o ex-prefeito de Fortaleza defendeu um discurso de união do Brasil: “Eu pretendo unir o Brasil através de um projeto. E esse projeto tem um diagnóstico [...] 33 milhões de pessoas estão com fome, 120 não fizeram as três refeições hoje [...] Eu acho, francamente, que a maior ameaça à democracia é o fracasso dela na vida do povo. Mas eu vou me esforçar para unir o Brasil, reconciliar o Brasil”, afirmou o pedetista.


Questionado sobre o projeto da renda mínima, Ciro afirmou que vai unir o BPC (Benefício de Prestação Continuado), a Aposentadoria Rural, o Seguro Desemprego e todos os programas de transferência, e transformá-los em um direito previdenciário constitucional, para que, segundo ele, “ninguém mais dependa de nenhum político”.




Em relação à pauta ambiental, o candidato afirmou que vai resolver a situação do desmatamento do Brasil e que vai mapear áreas de riscos climáticos para que o governo possa conter as emergências climáticas . Sobre o agronegócio, Ciro explicou que pretende fazer com que trabalhadores rurais tenham apoio do comércio exterior e acesso ao mercado, à capacitação gerencial e ao eco-financiamento.


“Na minha concepção, a responsabilidade é do Estado , mas a execução de realizar o saneamento básico deve ser delegada a quem for mais eficiente para fazer (...) Se eu privatizo, a lógica é o lucro, ou eu tenho uma regulação forte e essa é a razão pela qual nós desconfiamos do marco que foi votado”, respondeu Ciro Gomes sobre as empresas privadas entrarem para sanar a dívida que o Brasil tem com o saneamento básico.


Renata Vasconcellos questionou a proposta de sistema único de segurança e federalização da área, e questionou também como isso evitaria o problema da conivência com o crime. Em resposta, o candidato disse que a federalização é de algumas figuras penais e que acredita que não se pode desertar disso, pois se o Governo Federal não conseguir assumir a tarefa de prender, julgar e aprisionar, nenhum estado será capaz de resolver esses problemas.


Sobre os plebiscitos, Ciro afirma que "é um modelo, uma tentativa de libertar o Brasil de uma crise que corrompeu organicamente a presidência da República, transformando-a em uma espécie de esconderijo do pacto de corrupção e fisiologia” O candidato também propõe combinar projetos de investimentos com os governadores para gerar 5 milhões de empregos nos 2 primeiros anos de governo. Assim, garantirá boa parte da aposentadoria para os cidadãos no futuro.



O plano de governo do candidato prevê ainda, reformas no país com o apoio do Congresso Nacional, porém, William Bonner relembrou que o partido de Ciro não possui alianças nesta eleição. Após ser perguntado como funcionaria o seu modelo de governança, garantindo alianças para a aprovação das suas propostas, o presidenciável afirmou que “propõe mudar o modelo econômico e o modelo de governança política.” Ele reafirmou seu desejo de criar plebiscitos como forma de dar mais voz ao povo.


Em suas considerações finais, Ciro revelou que quer colocar uma lei em prática, que já é conhecida na Inglaterra como a lei “Anti Ganância”. Essa legislação teria como intuito quitar a dívida que a pessoa tem após pagá-la duas vezes. Ele também divulgou que, a partir de sábado (27), estreia a Cirotv.com.br e pediu para que a população brasileira dê uma chance para ele “mudar o país”.


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