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Um dia como mesário

  • coberturasespeciai
  • 3 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Por: Guilherme Sznajder


Cheguei 7 horas da manhã no Clube Paysandu, zona eleitoral em que seria mesário. Fui para a primeira sessão que me apareceu à frente. Mesmo que fosse a errada, só fui perceber quando o fiscal foi fazer a contagem e percebeu que tinha um intruso: eu.


Após essa confusão, encontrei a seção correta e esperei até o começo da votação. Existem 3 tipos de mesários. O primeiro tem como função ditar o número do título eleitoral dos eleitores para o presidente. O segundo procura os eleitores no caderno em que estão os números de cada um. O terceiro é como um secretário, organiza a fila para os eleitores votarem. Essa era a minha função. Organizamos fileiras de cadeiras para que os eleitores preferenciais se sentassem e os intercalamos com o resto. Foi complicado, mas deu tudo certo Fizemos duas fileiras: a preferencial, que é composta por pessoas de idade de 60 anos para cima, e a não-preferencial, que é composta pelo resto. Por mais incrível que pareça, a zona que estava organizando tinha mais idosos do que o normal.



Pedi ao presidente da seção para ir votar e fui. Eram 9 horas da manhã e o céu estava lindo. Fui andando votar, pois, a zona eleitoral em que voto é no Clube Caiçaras, muito perto do lugar onde fui mesário. Ao chegar no local, fiquei espantado com a quantidade de gente que tinha. Todas as sessões estavam lotadas e estava uma gritaria. O local estava repleto de verdes e amarelos, que são as cores do Bolsonaro, e poucas pessoas de vermelho, que é a cor do Partido do Trabalhador, o partido do Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido como somente Lula. O local estava um barril de pólvora. Quase aconteceu uma confusão. Um homem que estava indisposto começou a discutir com a fiscal da zona. Não fiquei para ver se ocorreu algum tumulto,  pois votei e, logo, voltei para o meu posto de mesário. 



Enquanto esperava a minha vez para votar, fui me preparando. Peguei a cola com os números dos candidatos, minha identidade e o título de eleitor. Estava preparado. 


No Período em que voltei do lugar que fui votar até umas 15h, a sessão estava lotada. Nesse período de tempo, a urna da minha sessão “quebrou” duas vezes. Ainda bem que não precisou trocar. A zona eleitoral em que fui mesário estava repleta de pessoas de vermelho com adesivos do Lula e outras de verde e amarelo ou com a camisa da seleção brasileira. 

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