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Urnas eletrônicas: veja como o aparelho funciona e como é sua logística

  • coberturasespeciai
  • 1 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Eleição deste ano contará com novo modelo de urna eletrônica


Por: Arthur Castro, David Silva e Pedro Zandonadi

Urna eletrônica ligada. Foto: Kevin David / A7 PRESS


As urnas eletrônicas são utilizadas desde 1996, quando o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) para desenvolver o projeto. Neste ano, cerca de 577 mil urnas serão utilizadas. Porém, a maioria das pessoas não sabe como elas funcionam, já outras desconfiam da segurança.


Nos meses antes das eleições, são realizados vários eventos abertos ao público, para apresentar o sistema de segurança dessas urnas. Esses momentos contam com a presença da imprensa, partidos políticos e outras diversas entidades e instituições.


Na intenção de reforçar a segurança, o software desenvolvido pela Justiça Eleitoral não permite que as urnas sejam conectadas à internet. Dessa forma, o sistema está imune a hackers ou qualquer tipo de invasores externos, já que além da rede, também não estão ligadas a uma cadeia de computadores.


Após o fim da votação, a máquina imprime um registro de todos os votos, chamado de Boletim de Urna. Os dados da votação são guardados em um cartão de memória que é entregue dentro de um envelope lacrado aos integrantes da junta eleitoral.


Para chegar até a Justiça Eleitoral, as informações passam por uma rede de comunicação exclusiva da Receita Eleitoral, que transmite esses dados da Zona Eleitoral, até os TREs. Esses dados passam por diversas autenticações antes de serem contabilizados. Antes dos resultados serem divulgados, a assinatura digital confere se os votos realmente vieram da urna correta.


Nova urna UE2020. Foto: divulgação / TSE


O caminho das urnas até a cabine de votação


Ao chegar nos locais de votação, as urnas são ligadas na energia, podendo ser por meio da própria rede de energia do local ou em geradores, em locais onde não existem essas redes. Nas regiões mais distantes, as urnas podem demorar até uma semana para serem distribuídas,como na Amazônia ou no exterior.


Durante o período eleitoral, são contratados colaboradores para o transporte, a preparação e a manutenção das urnas. Segundo o site do TSE, cerca de 1,7 milhões de mesários foram nomeados para comparecer às seções eleitorais. Em nenhum momento, esses funcionários têm acesso ao código-fonte dos sistemas eleitorais. Com isso, elas são incapazes de violar o software e o hardware. Isso é garantido pelos diversos mecanismos de segurança, baseados em assinatura digital e criptografia, que criam uma cadeia de confiança entre hardware e software.


Embora possuam o mesmo programa interno, 6 tipos de máquinas estarão em operação no dia das eleições. O modelo UE 2020, o mais recente, terá 224.999 equipamentos em atividade, o que representa 38,9% do total. Além de um novo design, possuem um processador 18 vezes mais rápido que o UE 2015, a versão anterior. O teclado foi aprimorado e a bateria terá duração por toda a vida útil do equipamento.



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